Que João Dória Jr. tem tendências e valores similares aos globalistas modernos, disso ninguém duvida.

Favorável à ideologia de gênero nos banheiros e a inclusão de um terceiro para transsexuais, também abriu as portas de São Paulo para uma Campanha do Desarmamento promovida pelo Instituto Sou da Paz, instituto esse que recebe verbas diretas da Open Society de George Soros e da Rede Globo.

Não obstante, durante as eleições americanas, se disse “100% Hillary”, declarando apoio à candidata da aliança socialismo-globalismo, que uniu mal trapilhos da esquerda e altos empresários de Wall Street.

Porém, qual será a influência para Dória ter entrado na política e iniciado com o pé direito, cheio de grandes obras “gratuitamente concedidas” na cidade de São Paulo? A resposta pode estar no seu antigo amigo de família, Elie Horn.

Elie Horn é um empresário nascido em Aleppo na Síria, e radicado no Brasil. Foi até agora o grande chefão da empresa de construção civil Cyrela, pelo menos até fevereiro de 2017, quando decidiu que “iria se dedicar a novos negócios”.

Segundo a Revista Exame em 2011, Elie Horn é o homem de Soros no Brasil.

Horn firmou com Soros uma parceria que rendeu na Inversiones y Representaciones S.A., apelidada de Irsa.

A Irsa é um dos maiores grupos de investimentos imobiliários argentinos e Soros é o seu principal acionista individual, com 27% das ações. O presidente da Irsa, Eduardo Elsztain, e seus executivos pesquisaram o mercado imobiliário brasileiro por mais de um ano até chegar ao nome de Elie Horn.

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Eduardo Elsztain e Cristina Kirchner

Eduardo Elsztain foi conhecido pela proximidade de Cristina Kirchner e pelo enorme escândalo da privatização do Banco Hipotecário. O periódico La Nación afirmou em reportagem que a privatização do Banco gerou “um desembarque de pessoas ligadas a George Soros”, tendo se aproveitado de 14,5% das ações, da mesma forma que se aproveitou no passado da privatização combinada da Vale do Rio Doce.

Da união da Cyrela com a Irsa, surgiu a Brazil Realty, segundo nome que leva a Cyrela.

A amizade de Doria e sua família com a família Horn é praticamente notória, chegando até mesmo a ponto de Doria opinar sobre o modo de vestir do amigo Elie, em uma edição da Revista Exame de 2006: “Seus ternos são a la Antonio Ermírio de Moraes”.

A Cyrela chegou a realizar em 2016 uma exposição para homenagear a carreira de artista plástica de Bia Doria, esposa de João Jr.

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Efraim Horn, filho de Elie e membro da Cyrela, Bia e João Doria

Em termos de doações de campanha, nada a se comentar: Elie Horn doou R$ 100 mil à campanha de Doria, mesma contribuição que fez a Marta Suplicy (PMDB), Celso Russomanno (PRB) e Haddad (PT).

No início do seu mandato, Doria anunciou que a Cyrela reformaria os banheiros do  birapuera “com custo zero para a prefeitura e sem nenhuma contrapartida“.

Em junho de 2017, João Doria Jr. nomeou Cláudio Carvalho de Lima, o então vice-presidente da Cyrela, como Secretário Especial de Investimento Social, pasta essa destinada a captar recursos para programas sociais nas áreas de educação, saúde e assistência social.

Cláudio será palestrante no Congresso Nacional do MBL em 11/11.

Por fim, é cedo para afirmar que há de fato uma relação de Dória com Soros, mas o tempo pode vir a amadurecer as provas que já estão colocadas para que um desfecho da verdade ocorra.

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