Gazeta do Povo – A Universidade Federal do ABC (UFABC) incluiu no curso de licenciatura em Matemática o ensino obrigatório de afro-etnomatemática, definida como o estudo de contribuições africanas e afrodescendentes à matemática. Com a mudança, o curso passa a ter duas novas disciplinas: Seminários em Modalidades Diversas em Matemática e Estudos Étnicos Raciais.

“Inúmeros estudos de grande credibilidade (…) atestam as contribuições milenares da África para a formação do conhecimento científico que se desenvolveu no resto do mundo, como por exemplo a construção das pirâmides do antigo Egito”, diz a proposta de criação da disciplina, que foi apresentada pelo Coletivo Negro Vozes e aprovada pela universidade.

A justificativa também inclui críticas à “supervalorização do pensamento de matriz europeia em detrimento da produção intelectual de origem africana”.

Um dos objetivos da disciplina é “Problematizar e desenvolver metodologias e percepções que busquem a dialogar entre a educação e as relações sociais, buscando romper com os moldes da educação reprodutorado racismo”.

O Brasil é o país da piada pronta: os movimentos raciais se tornaram mais racistas que o próprio homem branco do passado.

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