A situação não está nada fácil para a NFL. A empresa que comanda a principal liga de futebol americano está no meio de um fogo cruzado. De um lado, jogadores de índole marxista ignoram o protocolo formal ao hino americano antes das partidas, se ajoelhando para “condenar o racismo americano”. De outro, Donald J. Trump criticando a empresa por não retaliar os jogadores que promovem o desrespeito ao hino.

A situação levou o vice Mike Pence, a deixar o jogo 49ers x Colts em Indianapolis no dia 8 de outubro.

A retaliação de torcedores, defendendo Trump e prometendo jamais assistir um só jogo da liga novamente, está tomando imensas proporções. Há a noção iminente de que alguns dos patrocinadores atuais deixarão a NFL.

Segundo a ESPN The Magazine’s, quase todos os patrocinadores de longo prazo da liga, de Papa John’s para USAA, se sentiram irritados com a isenção dos seus chefes, e as fissuras dentro dos escritórios e equipes, para não falar dos jogadores, está começando a se expandir.

Uma recente pesquisa da Morning Consult revelou que a favorabilidade líquida da NFL caiu para 11% em relação a um máximo de 56% em maio.

Já o chefão do Dallas Cowboys, Jerry Jones, está furioso que as pesquisas de TV locais em Dallas revelam uma queda de 19% de audiência para o jogo deste ano contra o Green Bay, em comparação com o ano passado.

“Não há dúvida de que a liga está sofrendo efeitos negativos desses protestos”, disse ele aos repórteres depois que os Cowboys encaminharam os 49ers. “Todos os anos, eu quero fazer o que é certo por [patrocinadores da NFL] e seus clientes. Tenho uma grande responsabilidade para as pessoas que nos apoiam… Todos nós queremos ter grandes benefícios de ter muitos assistindo nossos jogos. Todos nós queremos”.

Jerry Jones não somente proibiu os protestos no Dallas Cowboys, como foi ovacionado pelos seus torcedores no Texas pela atitude, que foi sentida pelo chefão.

Como a maioria dos donos de clubes, como Dan Snyder (Washington Red Skins), é favorável aos protestos ou neutros em relação a ele, a NFL, sob comando do comissário Roger Goodell tenta ainda acalmar os ânimos, à medida em que negocia com os jogadores a pausa da situação, em razão da ruptura política provocada.

Não há ainda uma posição favorável da NFL em si face aos eventos desrespeitosos ao hino americano e, pelo que tudo indica, em razão da ausência de consenso dos chefes de time, continuará a ser prejudicada pelo maior boicote já enfrentado na história: o boicote patriótico.

 

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