Desde o advento da Velha República, esse comportamento já é padrão, conforme retratava os historiadores Alberto Torres e Oliveira Viana: pessoas que, a despeito de suas qualidades, ao contrário da época imperial, tomaram o Estado para, da forma mais singela e descarada, viverem do erário público.

Não há nada imoral em ser servidor público. Não! Há, inclusive, imensa nobreza no ato de sê-lo.

Porém, a cultura vigente no Brasil está muito aquém de um verdadeiro servidor: está abrigando pessoas eficientes, mas também criando sugadores, estes que, como Luislinda Valois, realmente se acham no direito de se vitimizarem enquanto milhões de brasileiros, hipertributados por um Estado Bolha – completamente interventor e ao mesmo tempo ineficiente e defensor de suas classes próprias – literalmente assalta com mão armada e compulsoriamente essas pessoas, que fazem verdadeiros malabarismos humanos para ao menos pagarem suas contas no final do mês.

Não há beleza em criar uma empresa, em empreender em um negócio no Brasil. Muito pelo contrário, há um pesadelo.

No entanto, há, sim, imensa comemoração quando alguém passa em um concurso público.

Por que há essa dicotomia? É claro: o primeiro está condenado às obrigações absurdas e hipertributadas impetradas na legislação brasileira pelas decadentes correntes marxistas e fascistas-peleguistas que passaram durante os anos de República, enquanto o segundo, independente de suas qualidades e moralidades, irá entrar para uma distinta classes de privilégios e aumentos de salário ao arrepio do restante da população. É imoral? É claro que não. É justo? Ora, também não.

O Estado não gera empregos e riqueza, o Estado apenas integra funções para o próprio Estado. Quem gera empregos é o empresário: este ser tão maligno e tão mesquinho que, com todas as obrigações esdrúxulas exigidas pelo Estado, tem ainda de se certificar de se manter operando.

Luislinda Valois, desembargadora aposentada e ministra dos Direitos Humanos: uma senhora que se tornou, neste Dia de Finados, a figura deste Brasil decadente, deste mundo paralelo que não corresponde ao real, no qual milhões de verdadeiros oprimidos – os que trabalham, os que geram riqueza e que pagam o salário que essa senhora suga – querem simplesmente expurgar, assim como vêm expurgando e pressionando canalhas patrimonialistas estatais desde 2013.

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