Um novo escândalo midiático revelado pela mesma parceria investigatória que revelou os Panama Papers, publicou os paraísos fiscais dos ricos e famosos que, fugindo do pagamento de impostos nos seus países natais, buscaram locais como as Ilhas Cayman para formarem empresas offshore e guardarem seus rendimentos.

Cabe ressaltar, ter uma sociedade offshore é legal desde que a informação seja transmitida às autoridades fiscais e sujeita a uma taxa. No Brasil, há uma tributação concorrente com a da offshore.

Segundo o site Observador, o vazamento — já batizado de Paradise Papers — envolve mais de 13 milhões de arquivos e expõe figuras importantes como a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, mas também celebridades, políticos e quatro secretários do presidente dos Estados Unidos.

A vastíssima investigação abarca mais de 120 políticos no mundo inteiro e chega também às grandes multinacionais como a Apple, a Nike e a Uber. Entre as celebridades expostas na investigação está o cantor Bono e Madonna.

Segundo a BBC, mais de 11 milhões de euros do patrimônio privado de Elizabeth II foram investidos num fundo nas Ilhas Caymann. A divulgação de vários documentos revela, pela primeira vez, como a rainha de Inglaterra, através do Ducado de Lancaster, detém investimentos através de fundos que alocaram dinheiro em diferentes negócios, incluindo empresas médicas e de crédito ao consumo.

A vastíssima investigação abarca mais de 120 políticos no mundo inteiro e chega também às grandes multinacionais como a Apple, a Nike e a Uber.

A investigação mostra que o Secretário de Comércio Norte-americano, Wilbur Ross, tem ligações comerciais com aliados russos do presidente Vladimir Putin.

Ross serviu-se de uma cadeia de investimentos offshore nas Ilhas Caymann para manter uma participação na Navigator Holdgins, que faz milhões por ano a transportar petróleo e gás para a empresa de energia russa Sibur. A empresa de transporte marítimo é detida pelo genro de Vladimir Putin, Kirill Shamalov, bem como por outros nomes que já foram alvo de sanções por parte do Estado norte-americano.

O Observador acrescenta que, no ano passado, oito por cento dos rendimentos da Navigator Holdings, de que Ross detém uma parte, tiveram origem em remessas de gás da Sibur, empresa que já foi detida em 20 por cento pelo genro de Putin.

Donald Trump está rodeado de indivíduos ricos associados a paraísos fiscais, incluindo Gary Cohn, o principal assessor económico do presidente, Rex Tillerson, atual secretário de Estados dos EUA, Steven Mnuchin, secretário do Tesouro, e Jon Huntsman, o novo embaixador dos EUA na Rússia.

Duas empresas estatais russas investiram mais de mil milhões de euros nas redes sociais Twitter e Facebook. Os investimentos foram feitos por Yuri Milner, magnata da tecnologia russo, que tem ações numa empresa de Jared Kushner, genro de Donald Trump.

Madonna é uma das grandes revelações destes milhões de documentos que foram analisados pelo consórcio internacional de jornalistas de investigação. A cantora, que está atualmente a residir em Portugal graças ao benefícios fiscais do nosso país para estrangeiros, tem ações suspeitas numa empresa de produtos médicos que cujo nome ainda não foi divulgado.

Já cantor dos U2 Bono Vox, foi identificado nos documentos pelo nome verdadeiro, Paul Hewson, sendo que terá ocultado a profissão nos respectivos documentos. Segundo o Expresso, o ativista social tem ações numa empresa em Malta, apelidada de Nude Estates, que investiu na compra de um centro comercial na Lituânia em 2007. Uma porta-voz do cantor assumiu a ligação, dizendo que este era um “investidor passivo e minoritário”.

 

Comentários