A apresentadora de TV Leeann Tweeden acusou o senador americano do Partido Democrata Al Franken de tocá-la e beijá-la sem seu consentimento em 2006.

Tweeden disse que Franken, então um importante comediante, escritor e apresentador de rádio que ficou famoso no programa satírico da televisão americana Saturday Night Live, escreveu uma cena na qual pretendia beijá-la no palco, na frente dos soldados.

Durante os ensaios, Franken “veio até mim, colocou suas mãos atrás da minha cabeça, apertou seus lábios contra os meus e agressivamente meteu sua língua na minha boca”, disse Tweeden.

Ela afirmou que ninguém foi testemunha do incidente e que imediatamente depois empurrou Franken e lavou sua boca, sentindo-se “enojada e violada”.

Leeann Tweeden explicou que enquanto dormia com um jaleco de proteção e um capacete colocados no avião militar que os levou de volta aos Estados Unidos, Franken fez uma foto sua na qual aparenta estar com a mão em seus seios, recordou a ex-modelo. Só soube da imagem quando voltou ao seu país e recebeu as fotos da viagem.

“Me senti novamente violada. Envergonhada. Apequenada. Humilhada”, escreveu no site da rádio KABC de Los Angeles, onde comanda um programa. “Como alguém pode agarrar meus seios dessa maneira e pensar que é engraçado?”, se questionou.

Durante uma aparição no programa CNN Newsroom no dia de ontem (16), a apresentadora Gloria Borger defendeu Franken enfatizando que “Leeann não disse para ele para parar, ou que ele teria de ser forçado a parar”.

Ainda adicionou: “ele nem sequer era membro do congresso nessa época, era somente um comediante”.

A CNN tenta minimizar a agressão para focar diretamente em acusações ao republicano Roy Moore e Donald Trump.

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