Julian Assange foi surpreendido com as novas regras limitando as suas comunicações por oficiais lotados na Embaixada Equatoriana em Londres. As novas medidas incluem banimento do uso do telefone e recebimento de visitas, de acordo com o Wikileaks.

O fundador do site de vazamentos foi isolado sucessivamente pela embaixada também recentemente. Em março, ele teve o acesso à internet cortado após postar no Twitter críticas à Grã-Bretanha em relação ao envenenamento de Sergei e Yuilia Skripal em Salisbury, assim como também ter comentado sobre a disputa entre Espanha e Catalunha.

No momento, o governo equatoriano afirmou que Assange havia se comprometido por escrito que não emitiria mensagens que interferissem em outros estados.

Ecuador announces that @JulianAssange remains incommunicado and that his fate is being negotiated with the UK. Although after US pressure, Ecuador has banned visitors (inc. press) & phone, apparently as a PR strategy only a “social media” ban is mentioned. https://t.co/gnnFTjvxnU

— WikiLeaks (@wikileaks) May 10, 2018

A Ministra do Exterior Maria Fernanda Espinosa confirmou que Assange está sendo mantido com acesso à internet negado enquanto as conversas entre Reino Unido e Equador estiverem a decidir o seu destino.

“Ele ainda não possui acesso à internet e comunicações. Há um diálogo, há e seguirá havendo um interesse em avançar na solução desse assunto”, ela afirmou, segundo o periódico El Tiempo.

O Wikileaks afirma que Assange foi silenciado por causa da sua pressão nos Estados Unidos.

Assange está residente na embaixada em Knightsbridge na zona central de Londres desde 2012. Ele corre o risco de extradição para a Suécia em razão de denúncias de que ele teria assediado duas mulheres, mas ele afirma que trata-se de um golpe para posteriormente a Suécia extraditá-lo para os EUA, onde ele deverá enfrentar as acusações por ter liberado informações secretas do governo americano.

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