Mais de seis anos depois de Julian Assange se mudar para os limites do prédio da embaixada equatoriana em Londres, o fundador do WikiLeaks se vê em perigo novamente.

 

As observações feitas nesta semana pela ministra do Exterior do Equador, Maria Fernanda Espinosa, sugerem que seu governo pode privar Assange do asilo político que lhe foi concedido em 2012 e entregá-lo às autoridades britânicas e norte-americanas, escreveu o World Socialist Website no sábado.

Em entrevista na quarta-feira, Espinosa disse que o governo equatoriano e a Grã-Bretanha “têm a intenção e o interesse de que isso seja resolvido”.

Ela acrescentou que os dois lados estavam trabalhando para chegar a um “acordo definitivo” sobre Assange.

Em março, o governo equatoriano cortou o telefone e o contato da Internet de Assange com o mundo exterior e impediu que seus amigos e partidários o visitassem.

As autoridades equatorianas explicaram sua ação afirmando que “o comportamento de Assange, através de suas mensagens nas mídias sociais, coloca em risco as boas relações que este país tem com o Reino Unido, o resto da UE e outras nações”.

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Se Assange for entregue às autoridades britânicas, eles poderão eventualmente extraditá-lo para os Estados Unidos para enfrentar um processo por publicação de documentos militares e diplomáticos dos EUA vazados pelo WikiLeaks.

No ano passado, o Procurador Geral dos Estados Unidos Jeff Sessions afirmou que colocar Assange em julgamento por espionagem era uma “prioridade” e então o diretor da CIA Mike Pompeo, agora secretário de Estado, afirmou que o WikiLeaks era “um serviço de inteligência hostil não estatal”.

Em 2010, o WikiLeaks publicou informações vazadas pelo soldado norte-americano Bradley Manning que expuseram crimes de guerra cometidos por forças dos EUA no Iraque e no Afeganistão, além de milhares de telegramas secretos dos EUA.

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