CARACAS (Reuters) – os presos em um centro de detenção de Caracas lotado revoltaram-se na quarta-feira. No presídio estão  encarcerados adversários políticos do presidente venezuelano Nicolas Maduro e um missionário mórmon de Utah, que implorou por liberdade e atenção médica em postagens em redes sociais. 

Não havia nenhuma informação oficial sobre o incidente, mas em vídeos postados nas redes sociais um homem os identificou como prisioneiros e disse que eles tinham assumido a sede da Agência de inteligência Sebin, conhecidos como o helicoide, onde centenas de pessoas encontram-se.

“Foi retomado pacificamente por todos os presos políticos e todos os prisioneiros que são sequestrados aqui, que são torturados diariamente,” disse um homem em um dos vídeos. Ele disse que o gás lacrimogêneo e armas tinham sido tomadas, mas eles estariam escondendo, aguardando a tentativa de liberdade. 

A Reuters não pôde confirmar a origem dos vídeos ou circunstâncias sob as quais eles foram feitos. 

O Ministério de Informação da Venezuela não respondeu ao pedido de comentário. 

O procurador geral Tarek Saab twittou, “perante os acontecimentos que aconteceu hoje na sede de Sebin, enviamos uma Comissão do Ministério para as instalações. Essa delegação falará com um representante dos prisioneiros para responder todas as questões.” 

Em um post no Facebook, Joshua Holt, um cidadão americano e missionário, cuja família tem disse que ele foi incriminado na posse de armas, estando na Venezuela para seu casamento, disse, “Desde que os guardas da prisão Helicoide caíram, estou trancado e as, pessoas estão tentando invadir meu quarto e me matar. O QUE VAMOS FAZER?” 

Em um vídeo no Twitter na tarde de quarta-feira Holt disse: “Estou aqui para te mostrar que não estou sendo sequestrado. As únicas pessoas que estão a sequestrar-me é o governo da Venezuela. Precisamos de pessoas para nos ajudar”. Ele era ladeado por três outros homens. 

Ele disse que todos os quatro foram detidos sem julgamento, e que a alguns detentos estavam sendo negados cuidados médicos. A mãe de Laurie Holt disse à Reuters que ela não sabia da sequência dos vídeos e foi incapaz de confirmar a situação atual do Holt. 

Ativistas disseram que o incidente tinha sido precipitado pelo espancamento do ativista Gregory Sanabria, do estado de Táchira. Ele apareceu com o rosto machucado nas fotos nas redes sociais. 

Grupos de direitos e opoentes de Maduro disseram que várias centenas de presos políticos estão presos injustamente. Maduro afirmou que todos os ativistas presos estavam detidos sob a acusação legítima de violência e subversão. 

A embaixada dos EUA em Caracas disse que está “muito preocupada” com a situação no helicoide. 

“Joshua Holt e outros cidadãos dos EUA estão em perigo. O governo venezuelano é diretamente responsável pela sua segurança e nós iremos responsabilizá-los se lhes acontecer alguma coisa,” twittou a embaixada em espanhol. 

Todd Robinson, o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, foi para o Ministério dos negócios estrangeiros venezuelano para obter informações, acrescentou a embaixada. “Sem resposta do governo”. 

Fonte: Yahoo

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