Turquia tem instado os países islâmicos para rever seus laços com Israel, depois que dezenas de palestinos foram mortos por fogo israelense na faixa de Gaza. 

O Primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse que seu partido no Parlamento chamaria uma reunião de cúpula extraordinária da organização de cooperação islâmica (OIC). 

“Países islâmicos devem sem falta rever suas relações com Israel,” disse o premier, acrescentando, que “o mundo islâmico deve mover-se como um, com uma só voz, contra este massacre.” 

Yildirim disse que o presidente Turco Recep Tayyip Erdogan, que atualmente detém a Presidência rotativa do órgão, convocou a reunião da OIC para sexta-feira. 

Yildirim disse que, após a reunião, será realizada uma manifestação na região  de Yenikapi em Istambul com o slogan “Parar a opressão”, para expressar solidariedade com os palestinos. 

“Isso não tem nada a ver com política partidária. Isto é para mostrar a solidariedade, a fraternidade e a União,” disse ele.

Ancara, reagiu com fúria à morte de 60 palestinos na segunda-feira em confrontos e protestos, mesmo dia em que os Estados Unidos formalmente mudaram sua embaixada em Israel para Jerusalém, provocando uma indignação internacional. 

Ancara disse que ele estava convocando seus embaixadores dos os Estados Unidos e Israel para consultas na sequência dos acontecimentos. Na terça-feira, Israel expulsou o cônsul Turco em Jerusalém. 

Yildirim anteriormente acusou os EUA de ser o responsável, juntamente com Israel,  de um “massacre vil” na faixa de Gaza, durante os quais dezenas de palestinos foram mortos por fogo israelense na segunda-feira. Afirmou ainda a repórteres em Ancara que as partes tratam-se de um “crime conta a humanidade”.

“Isso foi um vil massacre, e nós o condenamos”, afirmou.

O presidente Turco Recep Tayyip Erdogan, durante uma visita a Londres, disse que os Estados Unidos tinham perdido seu papel como mediador no Oriente Médio, movendo sua embaixada aos territórios ocupados. Captura de Tela 2018-05-17 às 12.59.18

Presidente Turco acusa Israel de “genocídio”

O presidente Erdogan mais tarde em um discurso transmitido pela televisão estatal Turca acusou Israel de efetuar um “genocídio”, onde quase 60 palestinos foram mortos pelas forças israelenses em um dia de protestos. 

Acusou ainda Israel de ser uma entidade “terrorista” e anunciou que retiraria os embaixadores de Israel e Estados Unidos. Ele acrescentou: “Continuaremos a ficar com o povo palestino com determinação”. 

Milhares em manifestação anti-Israel em Istambul 

Milhares de pessoas reuniram-se na Rua Istiklal de Istambul para condenar a decisão dos EUA de realocar sua embaixada para Jerusalém e o derramamento de sangue israelita na faixa de Gaza. 

O comício organizado por várias ONGs sob o nome de “Levantar a voz contra a ocupação.” Os manifestantes levaram banners onde se lia “Jerusalém pertence aos palestinos”. 

Falando no evento, os organizadores e palestrantes disseram que a mudança de local da embaixada reacendeu um despertar para os muçulmanos e encorajou-os a lutar contra a ocupação israelense. 

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Eles também fora chamados para continuar com os protestos durante todo o mês sagrado dos muçulmanos do Ramadã, fora do consulado israelense em Istambul. 

Disparos israelenses mataram 59 palestinos e feriram mais de 2.700 nos confrontos segunda-feira, o maior número de vítimas desde 30 de março, quando iniciaram grandes protestos palestinos contra Israel.

A inauguração da embaixada também coincide com o clímax de uma demonstração de seis semanas no 70º aniversário da Nakba Day (dia da catástrofe), 15 de maio, quando Israel foi criado. 

Os territórios ocupados testemunharam novas tensões desde que o  presidente Donald Trump anunciou, em 6 de dezembro de 2017, o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel e disse que Washington mudaria a embaixada dos Estados Unidos para a cidade. 

A decisão dramática desencadeou manifestações em territórios palestinos ocupados como Irã, Turquia, Egito, Jordânia, Tunísia, Argélia, Iraque, Marrocos e outros países muçulmanos.

Fonte: PressTV

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