Greve? Lockout? Nada disso. Não se pode fazer greve quando não há um empregador e quando o próprio trabalhador é um trabalhador autônomo liberal. Da mesma forma, não se pode considerar lockout, a chamada “greve do empregador”, quando se é dono do próprio emprego.

Logo, a insurgência dos caminhoneiros, no maior ato de desobediência civil já visto nos últimos anos, nada possui das raízes grevistas e revolucionárias de esquerda. Pelo contrário, visa um único inimigo, que oprime e constrange a todos nós brasileiros há muito tempo: O PODER.

Sim, o poder. Aquele que protege e que mantém todo o establishment de cartolas, funcionários, empoderados de partidos, concessionárias da elite econômica mundial e licitantes superfinanciados pelo contribuinte, e no qual, este mesmo contribuinte não possui NENHUM controle, salvo a absoluta ilusão de que as instituições funcionam e fiscalizam todo esse corpo de “subordinados”.

O preço dos combustíveis chegar aos R$ 5 por litro foi, literalmente, a gota d’água. E não poderia ser diferente: mais do que uma causa de interesse privado aos próprios caminhoneiros, é uma causa que alcança toda a coletividade nacional e que deveria criar os mais primitivos e indignados comportamentos contra as instituições pesadas e isoladas que nos governam. Isso porque, muito além do simples preço do frete, estamos falando do aumento do preço de TODAS as mercadorias em geral, além de estarmos, sob regime de monopólio, cobrindo ainda os atos de desvio e corrupção política dentro da Petrobrás.

“O petróleo é nosso”? Acordem! O petróleo NUNCA foi nosso. O petróleo pertence à classe política, que mantém a Petrobrás sob regime de monopólio para, jogando para você brasileiro o peso da conta das propinas de seus corruptos diretores e das obras superfaturadas de empreiteiras, fazer o custo de ser brasileiro seguir, sob suados sacrifícios, girando essa máquina do mal chamada República.

Isso precisa parar. E só pode parar com desobediência civil.

Peço vênia aos colegas de imprensa para que, antes de buscarem julgar através do fim de uma estabilidade irreal e de uma realidade que na verdade condena todo brasileiro comum a tantas humilhações oriundas do excesso de Estado na sua vida, vejam na intenção desses nobres liberais autônomos frotistas a sua própria luta: a por um Brasil no qual o poder emana efetivamente de você, e não de uma classe de falsos superiores mais humanamente corrupta que muitas participantes dos meretrícios existentes.

A hora de declarar guerra às instituições e a essa classe é agora. Ou apoiamos os caminhoneiros, com atos enérgicos ou em silêncio, sabendo que passaremos por um período de letargia nos próximos meses com Copa do Mundo, e pregando a legítima desobediência civil ante as intentadas interesseiras do Movimento Brasil Livre e Vem Para a Rua de simplesmente participarem e vencerem os próximos pleitos com o intuito de, como a classe atual, também se estabelecerem na política, ou simplesmente estaremos procrastinando a mudança através dos nossos atos de desobediência civil, perpetuamente nos perguntando através de complexos pessoais e escrúpulos infundados se grupo X ou Y foi efetivamente prudente ao tomar a frente de um ato de legítima afronta ao mal.

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