Michel Temer teve um ato de invejar qualquer autoritário que já tenha governado este país. Foi mais longe que Getúlio Vargas e que o próprio positivista homicida Floriano Peixoto: acionou as forças federais contra o seu povo, que encontrava-se em protesto pacífico, justo e, em que pese estivesse em acordo da classe de transportadores para que as mercadorias não chegassem ao seu limite, nada disso era uma situação de foro de intervenção do governo federal. Claro, se este não estivesse literalmente desesperado e justificando a Garantia da Lei e da Ordem ao arrepio de qualquer situação prevista legalmente.

Isso porque, a única medida que poderia ser tomada à risca da lei em face da insurgência consistia em mera multa de natureza leve (art. 181, V, CTB), por encontrarem-se os caminhoneiros estacionados em acostamento. NADA justifica a intervenção presidencial em uma situação na qual a relação jurídica é das empresas que contrararam o transporte e as transportadoras.

Infelizmente, não existem dispositivos que obriguem a população a legitimar um poder político quando a própria população sente que este poder não emana dela. Sendo assim, a medida é totalitária, e ganhou contornos de apoio da mídia pelega, mas não do povo.

Mais do que uma censura da grande mídia sobre a situação de apoio popular nas estradas, estamos assistindo a mesma ESCONDER a realidade, ante as mentiras e a guerra psicológica impetrada por Temer de que as estradas encontram-se sendo desocupadas: o povo se ajunta cada vez mais aos caminhoneiros e agora pede Intervenção Militar, mesmo em meio à mornidão imotivada – para não dizer de lesa pátria – do comandante General Villas Boas, que defendeu o decreto de GLO.

A medida de Temer poderia terminar em um banho de sangue. Porém, não foi isso que aconteceu.

Ainda que sob a posição morna e institucional de Villas Boas, o General Girão Monteiro, reservista, chamou os governantes de “colarinhos brancos que agora governam por espasmos”. Ora, a posição da reserva é uma posição extra institucional que pode traduzir as posições que a ativa não pode conceder para evitar a retaliação. Uma coisa é certa: pesa sob os ombros dos membros da ativa estarem rompendo com a tradição honrada da instituição de Duque de Caxias, sobretudo quando o povo encontra-se em claro apoio aos militares.

Chegam também inúmeros relatos de que as ordens de retirar os caminhões está se resultando em uma mera movimentação para os canteiros das rodovias, além dos encostamentos. Assim, não haveria qualquer infração e nem estariam os caminhoneiros contra as ordens do decreto de Garantia da Lei e Ordem. No mais, o governo não pode obrigar o cumprimento de obrigações de entrega das quais certamente não teria como controlar, por isso mente constantemente que as rodovias estão sendo desocupadas.

Sendo assim, Temer tentou intimidar e tentou ir contra o seu próprio povo em ocasião pacífica e com o apoio da própria população. Deve Temer renunciar imediatamente, independente de qualquer eleição fraudada por urnas eletrônicas que a intervenção internacional silenciosa e permitida pelo TSE e pelas instituições vier a se permitir.

Proteste cidadão brasileiro. Apoie a desobediência civil. Enfrente as instituições que fizeram você um verdadeiro gado de uma classe de favorecidos com dinheiro público. É agora ou nunca.

Comentários

Deixe um comentário