A história da picada do mosquito azul se repete novamente. Inexplicáveis histórias de pessoas às quais nunca efetivamente se importaram com o poder, subitamente, como picados por um mosquito, tornam-se interessadas no poder, se repetem novamente. Agora, as figuras não querem abrir mão de concorrer à uma posição de relevância dentro do estamento burocrático, ou no que restou dele.

Dentre os interessados na ocorrência de eleições estão o General Mourão e Jair Bolsonaro, ambos em desvantagem clara ante uma contagem promovida pela Smartmatic de George Soros, hoje comandada pelo Lorde Mark Malloch Brown, um fiel escudeiro e autor de livros em que defende a corrente da esquerda globalista.

Nem cito o MBL no caso dos dois, por uma razão muito óbvia: o movimento dos irmãos Santos nunca escondeu que visava a ocupação do poder, através do apelo de serem os “líderes” dos protestos que fulminaram no Impeachment de Dilma. O Movimento Renova Liberal – verdadeira razão social do nome fantasia e indevido MBL – de maneira muito esperta sempre se escondeu ante à possibilidade de instabilidade nacional que pudesse gerar uma crise. Mais do que isso, a ordem dada pelos membros de São Paulo sempre foi de “acalmar os ânimos”, de fazer dos caminhões de som um verdadeiro carnaval onde seus membros tivessem visibilidade a ponto de terem chances de conquistarem o poder. Isso não é novidade: após a eleição de Fernando Holiday, as expectativas em elegerem Arthur do Val e Kim Kataguiri são altas, embora, também irrelevantes em termos de reação.

Mas, retornando ao fator Jair, muitos agora parecem recordar das histórias de Carlos Lacerda, aspirante a vencer a Presidência da República, ante os estragos dos grupos comunistas e a enorme reação de direita ocorrida na época anterior à Revolução de 1964. Contudo, se esquecem, que como naquela época, as instituições que serviriam a Lacerda, seriam as mesmas instituições inoperacionais que Bolsonaro – sob enorme força de vaidade – ainda tem fé de conseguir tirar algum proveito. Não terá. Não sou eu que afirmo isso, o próprio caos atual gerado por essas instituições é testemunha disso.

Em primeiro lugar, não é só a classe política à qual Bolsonaro faz oposição que está com os seus dias contados: é a própria governabilidade e funcionamento neste regime. Não havendo limitação de poder ou mesmo consenso perante as funções do Presidente da República, nas quais o Brasil, de maneira bizarra, fusiona em Estado, governo e administração, não há qualquer sobrevivência num regime que condiciona a mesma administração jogada às traças à distribuição para 31 partidos pertencentes ao Congresso Nacional. Se nem Michel Temer, com seu talento político-partidário e fazendo parte do partido que possui a maior bancada, conseguiu aprovar reformas importantes, o que diz que Jair, com o seu nanico PSL, conseguiria?

Em segundo lugar, o desrespeito proposital das instituições ao disposto pela lei do voto impresso. Segundo a Constituição Federal, há vacância de um ano para qualquer mudança no pleito eleitoral. Isso ocorre justamente para que ajustes e novas adaptações do pleito sejam efetivamente feitas. O TSE, ao arrepio dessa obediência, não requisitou as verbas em tempo, não licitou as urnas, criou enormes audiências para confabular críticas à lei do voto impresso e, por fim, declarou que o que encontra-se em lei será apenas uma meta a ser cumprida e implantada, estando o próximo pleito com apenas 5% das urnas eletrônicas obedientes à lei.

Ou seja, o pleito é ilegal, as instituições são infuncionais, e, mesmo assim, Jair e Mourão, que antes falavam em serem oposição a tudo que consiste ser o establishment brasileiro, agora parecem querer insistir em serem o próprio establishment, se colocando contra a justa paralisação dos caminhoneiros e chegando ao absurdo de comparar o ato de desobediência civil promovido por patriotas em busca de alguma ordem institucional com um sequestro cometido por um criminoso qualquer.

A razão para subitamente mudarem o discurso? Acreditam nas eleições e têm fé de que poderão ocupar cargos em tempo. E, o PIOR: realmente acreditam que a força dos dois, somadas às dos membros das FFAAs que também irão participar do pleito, seria suficiente para realizar mudanças e reformas necessárias. Um verdadeiro delírio.

Salvo se tais membros “pertencentes à mudança” consistirem em pelo menos o triplo de legenda que tivesse um MDB, qual é o efetivo plano para também justificar para a população, após uma votação fraudulenta e contada de maneira secreta pela Smartmatic, que algo deu errado. Ora, estamos a aguardar um pleito contado pela própria intervenção internacional, e os caminhoneiros subitamente se tornaram arruaceiros aos olhos de Jair e Mourão? Muito estranho, mas também muito lamentável.

Que os candidatos tenham a sabedoria de apoiar e liderar o movimento de caminhoneiros e de intervencionistas a tempo, e que uma ordem verdadeira seja instituída antes de qualquer pleito, para que possam devidamente governar e mudar o Brasil para melhor.

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